05062011

Do desejo insaciável do ser
da carne
da pele
do lábio.

Fito você na mesa de bar, de frente pra mim, o olhar perdido, as mãos bobas. A olhada de canto de olho que me persegue e desvia para a garrafa pela metade, para a mochila no chão, para o meu olhar novamente. E assim fica. Puxa papo, me diz algo no ouvido. Eu rio. Você observa. O tempo parece parado em nossa mesa, só o que resta são as pessoas rindo ao nosso lado, caindo bêbadas na rua. Mas nosso momento é ali. Só nosso. Só meu. Só seu. E em um segundo meu de distração… a mão no meu rosto, os lábios nos meus lábios…

…o beijo.